Integração entre a Defesa Civil e radioamadores assegura a comunicação em momentos de desastre 05/11/2026 - 13:33
Nos primeiros dias após um desastre, em diversos casos as redes de fornecimento de água, energia e internet entraram em colapso, deixando centenas ou milhares de pessoas isoladas e sem comunicação. Em cenários como esse, o radioamadorismo pode ser essencial no auxílio à população afetada.
Nesta quinta-feira (5), Dia do Radioamador, relembramos a importância da participação destes voluntários em assistência às forças de segurança. O coordenador executivo da Defesa Civil Estadual, Ivan Fernandes, relembra situações nas quais essas pessoas contribuíram, estabelecendo um elo entre os afetados e a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. “Um dos casos mais emblemáticos que vivemos no estado foi a tragédia que afetou o Litoral do Paraná em 2011. Tínhamos mais de 10 mil pessoas afetadas, 2.500 desabrigadas em Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaraqueçaba. Os radioamadores nos auxiliaram, facilitando o contato com áreas distantes, uma delas completamente isolada”, destaca.
Nas primeiras horas de isolamento de um município, os praticantes conseguem instalar rapidamente uma estação local e restabelecer o contato direto com o centro de gerenciamento de crises, viabilizando o envio de socorro e mantendo a resiliência da comunidade.
Para Fábio Converso, supervisor geral da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER), é fundamental entender o papel de cada um num desastre. “Ninguém começa com o papel de salvamento, de resgate, a gente só é o elo da comunicação. Na hora que acontece um evento, seja lá qual for, a primeira coisa, uma das primeiras coisas que cessam é a comunicação. Eu já participei do evento da BR-376, quando aquela barreira caiu, o atendimento precisava ser imediato. O radioamador, ele tem a facilidade de operar dentro do espectro permitido pela Anatel. Conseguimos ser rápidos e assertivos”, explica.
REER - No Paraná, a Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER) nasceu em 2002, vinculada à Defesa Civil Estadual. Os primeiros voluntários passaram a utilizar o conhecimento para apoiar órgãos oficiais nas situações de emergência, levando a comunicação em casos extremos. Atualmente, o estado possui o 5° maior número de radioamadores do país, com mais de 3.300 praticantes.
Pioneirismo no Paraná - A primeira transmissão radiotelegráfica entre amadores do Brasil foi realizada em 1909, na capital paranaense. Passaram alguns anos até a regulamentação do hobby, em 5 de novembro de 1924, data escolhida para a comemoração nacional da prática.
O radioamadorismo iniciou juntamente com as primeiras emissões de rádio, no fim do século XIX. Com a inexistência de fábricas de rádio, e a forte curiosidade na novidade de se comunicar a distância, as pessoas começaram a montar seus próprios equipamentos de uma forma caseira. Ainda hoje esse recurso desperta curiosidade e interesse de novos praticantes no estado.






