Defesa Civil Estadual acompanha estiagem em Antonina e Morretes 08/01/2026 - 15:44
Embora o ano de 2026 tenha começado com chuvas em vários municípios do Paraná a situação de seca ainda não deixou o Estado que vem enfrentando desde março do ano passado estiagens por conta da diminuição do volume de chuvas. Essa situação seguiu se agravando ao longo do ano, devido a manutenção do regime de chuvas, o qual seguiu por boa parte do período abaixo do esperado. Em agosto a situação foi reconhecida pelo Monitor de Secas do Brasil como uma situação de seca moderada, especialmente no litoral norte paranaense. O monitor de secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas - ANA, com participação de outras instituições como INMET.
O último relatório do órgão publicado em 15 de dezembro avaliando o mês anterior, novembro, classificou a região naquele momento se encontrava em situação de seca fraca e moderada. Em dezembro o regime de chuvas continuou irregular, registrando chuva abaixo da média histórica em alguns municípios, Antonina, por exemplo, que tem como média no último mês do ano 215.7 mm choveu apenas 60.4mm.
Em decorrência de todos os fatores apontados anteriormente, no final de dezembro o município de Antonina e Morretes abriram ocorrências no Sistema de Defesa Civil (SISDC) de estiagem, por conta dos impactos que tem sido sentidos na população, especialmente nas regiões mais elevadas das cidades. Com a documentação, os municípios poderão tomar medidas para garantir que a população continue abastecida. As duas localidades continuam sendo acompanhadas pela Defesa Civil do Paraná.
PREVISÃO- O meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e da Defesa Civil do Paraná, Diulio Patrick, vê a chegada do verão como um fator positivo na reversão do quadro de seca no Estado, mas afirma que o processo é gradual e não repentino.
“A expectativa é que com a chegada do verão, as chuvas fiquem mais regulares no litoral do Estado, região a qual é registrado os maiores volumes de chuva médios. Além de ser a estação mais chuvosa nessa região, ainda temos mais um fator positivo, a previsão indica volumes levemente acima da média histórica, o que deve contribuir para a diminuição gradual desse cenário de seca. Cabe ressaltar que, para reverter uma situação de seca é necessário volumes de chuva significativos, os quais levam um tempo para terem resposta no regime hídrico da região”, finaliza.






